Os heróis foram pessoas com medos diferentes


Sexta-feira , 25 de Setembro de 2009


 

Quem te deu permissão para tirar de mim o que eu tinha de melhor?

Devolva-me o que tirou de mim

Devolva a minha paz

Devolva a minha felicidade dos dias de verão

Devolva as minhas cartas, os meus poemas, as minhas musicas

Devolva a cantoria diária das segundas-feiras.

Devolva tudo que roubou de mim, quem te permitiu  isso?

Devolva, eu falo serio, não brinque com fogo

Devolva-me imploro.

Tempo devolva o que me tirou sem eu perceber que já estava indo.

 

Escrito por tah às 18h40
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Terça-feira , 21 de Abril de 2009


 

 

 

Não me chame de amorzinho
que odeio diminutivos.
Quero ser sua paixão
ou nada.
Pode dizer que sou insuportável,
nunca chatinha.
Se é pra ser,
que eu seja o máximo.
De tudo.

Escrito por tah às 02h37
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Segunda-feira , 20 de Abril de 2009


Até a fronteira da sanidade,
venha.
Além dos limites do meu corpo,
entre.
Quando não houver mais espaço,
force.
Se forçar for impossível,
pare...
Sinta-se prender
na primeira contração
do meu prazer...
Então, brincando de fugir
das minhas amarras,
comigo voe...

Escrito por tah às 21h21
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Quadro a quadro,
avanço por seu corpo,
com pausas
de vez em quando...
E retrocedo
várias vezes,
para conhecer
seu roteiro...
No final,
sempre feliz,
todas as luzes
se acendem,
dentro de mim...

Escrito por tah às 21h01
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Sexta-feira , 13 de Março de 2009


À culpa!

O que é isso, companheira? Sei que prometi mandar notícias o quanto antes e andava cheia de remorsos por não tê-lo feito ainda, mas nada justifica as acusações que você me faz.

Você diz que eu não me importo com você, quando todos sabem que pagar tudo que lhe devo é uma das minhas principais preocupações. Pergunte às minhas amigas: falo de você quase todo dia. De como sinto o coração apertar sempre que me lembro do que você significou em minha vida.

Curioso que, desde que nos conhecemos, você causa em mim essa sensação de estar deixando de cumprir algum compromisso que assumi. Acho que é a maneira como você franze as sobrancelhas quando olha para as pessoas; parece que está constantemente querendo nos lembrar de alguma coisa importante que esquecemos.

Desculpas, Culpa, mas fiquei magoada com sua idéia a meu respeito e gostaria de, mais uma vez, deixar claro que não quero me eximir de você. Mesmo que quisesse, seria impossível, psicologicamente falando. Estamos ligadas para sempre, eu e você, por mil motivos: passamos a infância juntas, fomos colegas no colégio, éramos inseparáveis na adolescência.

Enfim, sou incapaz de te esquecer, mesmo quando tento. Tudo me lembra você: as frutas que não como, as ligações que não faço o remédio que não tomo a saudade que não sinto

Tem um livro, Culpa, que me recorda bastante você: O PEQUENO PRÍNCIPE. É lá que está escrito que nós nos tornamos responsáveis por aquilo que cativamos. Acredite, jamais negaria a minha responsabilidade sobre o nosso relacionamento. E fico penalizada de saber que você está assim, tão terrivelmente decepcionada comigo. Faço o que posso, você precisa entender.

Jurei que ia te visitar e vou, assim que for possível. Parece mentira esfarrapada, mas, com o passar dos anos, tenho estado com menos tempo disponível para eventos familiares. E você, Culpa, eu já considero da família.

Com certeza, vamos nos ver durante o Natal. Que, para mim, é quase um sinônimo da sua chegada. Senão, fica para o réveillon, quando provavelmente nos encontraremos na hora dos fogos. No máximo, depois do Carnaval - adoro dividir com você as besteiras que faço, e me fazem falta seus sábios conselhos.

Calma, não me esqueço do seu aniversário - é que não sei se poderei ir. Ausência que doerá mais em mim do que em você, pode acreditar.

Culpa, sei que parece que estou fugindo de você, mas se há um pecado que não cometo é o da injustiça. Carregaria você nos ombros, se você sobrasse para mim, somente. Mas nunca faltarão consciências, por aí, para arcar com você, se isso for necessário.

Tivemos nosso tempo juntas, e agora os anos colocaram distância entre nós. Sinto você aqui comigo, entretanto, neste exato momento. Só que você não é minha nem eu sou sua.

Melhoras, Tassia Vidal

Escrito por tah às 18h07
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Sexta-feira , 25 de Julho de 2008


“Saudade

Bater o cotovelo dói.

Torcer o tornozelo dói.

Cai com o queixo no chão dói
Um tapa, uma porrada, um pontapé, doem.

 Dói morder a língua.

Cólica dói.

Cárie, dor de cabeça e na cabeça.

Tudo isso dói.

Porém o que mais dói é a SAUDADE.
Saudade de um AMIGO que mora longe.

Saudade de uma brincadeira de infância.
Saudade do gosto de uma comida que sua mãe faz como ninguém.

Do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.

Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua com aquele frio que só ela sente.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.

Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.

Não saber se ela foi à consulta com o fisioterapeuta, mesmo sabendo que ela não foi mesmo.  
Se ele continua preferindo SUCO DE ABAXAXI COM ORTELÃ, Se ela continua preferindo COCA-COLA, Se ele continua cantando tão bem, Se ela continua detestando o BURGUER KING, Se ele continua amando, Se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, Não saber como frear as lágrimas diante de uma música, Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
É não saber se Ela  está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
“Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...”

SAUDADES...

EU T E AMO...
Codinome Jóia Rara.

 

Escrito por tah às 14h06
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Sexta-feira , 18 de Julho de 2008


 

 

Ando perdendo a calma.

Alma.

Delirando entre sonhos e mediocridade.

Ando perdendo tempo.

A esmo.

Andando calmamente em direção a sabe lá o que..

Ando contando os devaneios que entre um dia e outro me faz sentir falta do que um dia eu fui.

Quem me dera se ao amanhecer eu me deparasse com meu Eu que perdi...

Outrora era de mar, vento, brisa...

Hoje sou tempestade, tufão, vendaval...

Onde foi que me perdi me esqueci, me larguei...

Onde?

Se alguém me encontrar favor... Sinalize.

Pois não agüento mais comigo... Não agüento mais...

Ando tão a FLOR –DA- PELE.

ANDO ENDO, DOENDO...

Xeque-Mate...

 

Escrito por tah às 19h41
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Sábado , 05 de Janeiro de 2008


 

 

 

PALAVRAS SOLTAS


- Oi,

...

- Não vai responder?

...

- Ei, fala comigo!!

...

- Tudo bem eu me contento com teu silêncio.

...

  • Certa vez alguém disse:

  • Se minha palavras são inúteis,meu silêncio não vale nada”.

...

- Não foi assim..

???

Assim o que?


- Desse jeito, essa frase.

Háaaa..


- Sério?

...

- Foi como?


Se meu silêncio não te diz nada,minhas palavras são inúteis”

  • Hummm..

  • Isso quer dizer alguma coisa?

  • ....

  • Hãaaa!!!

  • ....

Escrito por tah às 20h28
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Quarta-feira , 12 de Dezembro de 2007


 

Alguém que não se garante, que não se encontrou, que é incapaz e incompetente na hora de argumentar, que não sabe discernir, que não sabe se sentir diante da vida, que ainda não encontrou lugar dentro de si, que é cego o bastante para encontrar apenas uma diante de milhões de opções de escolha, que não se controla porque não se conhece minimamente, que se gosta muito pouco ainda, que não sabe o que vê diante do espelho, que faz de orgulhos mesquinhos sua própria bandeira, que reza hipocritamente para um Deus obscuro do qual esquece em segundos de perdição, que não faz questão de crescer em sua limitada capacidade de pensar, que não aceita ser amado e acredita saber amar no mais alto grau de ilusão e ignorância, que chama de ética encontrar justificativas para seus atos sem sentido até mesmo para um animal e que ainda faz ser medíocre a palavra "amor" neste planeta.

Só alguém assim, seja em palavra ou ato, parte para a violência.

Escrito por tah às 13h29
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Sábado , 15 de Setembro de 2007


MEDO

O MEDO

QUE MEDO?

DE QUE?

DO QUE?

PRAQUÊ?

POR QUE?

FALAR, PENSAR

VIVER,CRESCER

AMADURECER

PORQUE NÃO SOFRER

MEDO FAZ PARTE DE NÓS

MAIS NÃO FAZ PARTE DE MIM

SE EU QUERO,

EU FAÇO ACONTECER

NEM QUE EU PRECISE, PERDER.

Escrito por tah às 21h24
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Segunda-feira , 06 de Agosto de 2007


 

SOLIDÃO
TRISTEZA
O QUE DIZER QUANDO SENTIR É MAIS FORTE
O QUE ESCREVER QUANDO AS PALAVRAS SOBRAM EM NOSSO SER
O QUE GRITAR QUANDO A VOZ MAL SAI NA NOSSA GARGANTA?
ME DIZ,
O QUE FAZER!!!!

Escrito por tah às 18h14
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Quarta-feira , 01 de Agosto de 2007


 

 

Andei perdendo palavras por aí. Talvez por falar em excesso elas me faltem agora. As que saíram aos gritos duvido que voltem. Escaparam e deixaram vítimas durante a fuga. Uma pena. Mas em esforço de guerra dizem que perdas são justificáveis. Nunca acreditei muito nisso.

Andei perdendo palavras por aí. Talvez por ficar em silêncio elas me sobrem agora. E por serem excesso ocuparam o espaço antes reservado ao agrupamento ordenado delas. O crescimento desordenado de palavras é mais perigoso. Jamais pensei na possibilidade de um motim de palavras.

Andei perdendo palavras por aí. Das soltas e guardadas. Algumas entraram por um ouvido e saíram pelo outro. Outras entupiram narinas e muitas desceram pelos olhos.

Ainda ontem me olhei no espelho e vi que engordei. Ando comendo palavras saturadas. Um perigo. Preciso perder peso, perder palavras para reencontrá-las.


Escrito por tah às 20h25
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Caminho sem direção

Na contramão da mão

Querendo saber se o caminho é ali

Ou se apenas esta no começo do fim.

 

Caminho

Onde?

Pra onde?

Querendo o que?

 

Firmo meus pés onde o vento passa

Onde os caminhos se encontram

Onde a luz ilumina apenas o inicio

E a solidão parece um martírio

 

Caminho

Inho

Ninho

Vinha

Vinho.

 

 

 

 

 

Escrito por tah às 20h05
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Terça-feira , 05 de Junho de 2007


Escrito por tah às 19h26
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Sábado , 14 de Abril de 2007


 

Não é

podia ser lindo
mas não é
podia ser claro
podia ser brando

podia ser tranquilo
mas não é
podia ser dia de sol
podia ser chuva boa
podia ser arco-íris
podia ser brisa
mas não é

podia ser alegria
podia ser sonho bom

podia ser aquele domingo
aquela segunda-feira
feriado
mas não é

podia ser alado

podia ser uma escolha
podia ser diferente
podia ser a gente
mas não é

podia ser eu
podia ser Deus
podia ser tudo verdade
tudo mentira
podia ser tudo água
podia ser nada

podia ser a saída
a entrada
a despedida
a chegada
podia ser encerrada

a vida

mas não é

Escrito por tah às 16h46
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