
Não era uma vez feliz para sempre, porque era a realidade. Era tudo aquilo que jamais seria perfeito. Era uma toalha molhada em cima da cama, uma rotina cansativa, uma convivência quase que por obrigação. O vilão não era um clichê de contos de fadas. Eram eles mesmos ali, se desgastando.
Escrito por tah às 23h56
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“Sei que todos, algum dia, acordamos com a senhora desilusão sentada na beira da cama. Mas a gente vai à luta e inventa um novo sonho, uma esperança, mesmo recauchutada:vale tudo menos chorar tempo demais. Pois sempre há coisas boas para pensar. Algumas se realizam. Criança sabe disso.”
Escrito por tah às 23h23
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Quem te deu permissão para tirar de mim o que eu tinha de melhor? Devolva-me o que tirou de mim Devolva a minha paz Devolva a minha felicidade dos dias de verão Devolva as minhas cartas, os meus poemas, as minhas musicas Devolva a cantoria diária das segundas-feiras. Devolva tudo que roubou de mim, quem te permitiu isso? Devolva, eu falo serio, não brinque com fogo Devolva-me imploro. Tempo devolva o que me tirou sem eu perceber que já estava indo.
Escrito por tah às 18h40
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Não me chame de amorzinho que odeio diminutivos. Quero ser sua paixão ou nada. Pode dizer que sou insuportável, nunca chatinha. Se é pra ser, que eu seja o máximo. De tudo.
Escrito por tah às 02h37
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Até a fronteira da sanidade, venha. Além dos limites do meu corpo, entre. Quando não houver mais espaço, force. Se forçar for impossível, pare... Sinta-se prender na primeira contração do meu prazer... Então, brincando de fugir das minhas amarras, comigo voe...
Escrito por tah às 21h21
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Quadro a quadro, avanço por seu corpo, com pausas de vez em quando... E retrocedo várias vezes, para conhecer seu roteiro... No final, sempre feliz, todas as luzes se acendem, dentro de mim...
Escrito por tah às 21h01
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À culpa!O que é isso, companheira? Sei que prometi mandar notícias o quanto antes e andava cheia de remorsos por não tê-lo feito ainda, mas nada justifica as acusações que você me faz. Você diz que eu não me importo com você, quando todos sabem que pagar tudo que lhe devo é uma das minhas principais preocupações. Pergunte às minhas amigas: falo de você quase todo dia. De como sinto o coração apertar sempre que me lembro do que você significou em minha vida. Curioso que, desde que nos conhecemos, você causa em mim essa sensação de estar deixando de cumprir algum compromisso que assumi. Acho que é a maneira como você franze as sobrancelhas quando olha para as pessoas; parece que está constantemente querendo nos lembrar de alguma coisa importante que esquecemos. Desculpas, Culpa, mas fiquei magoada com sua idéia a meu respeito e gostaria de, mais uma vez, deixar claro que não quero me eximir de você. Mesmo que quisesse, seria impossível, psicologicamente falando. Estamos ligadas para sempre, eu e você, por mil motivos: passamos a infância juntas, fomos colegas no colégio, éramos inseparáveis na adolescência. Enfim, sou incapaz de te esquecer, mesmo quando tento. Tudo me lembra você: as frutas que não como, as ligações que não faço o remédio que não tomo a saudade que não sinto Tem um livro, Culpa, que me recorda bastante você: O PEQUENO PRÍNCIPE. É lá que está escrito que nós nos tornamos responsáveis por aquilo que cativamos. Acredite, jamais negaria a minha responsabilidade sobre o nosso relacionamento. E fico penalizada de saber que você está assim, tão terrivelmente decepcionada comigo. Faço o que posso, você precisa entender. Jurei que ia te visitar e vou, assim que for possível. Parece mentira esfarrapada, mas, com o passar dos anos, tenho estado com menos tempo disponível para eventos familiares. E você, Culpa, eu já considero da família. Com certeza, vamos nos ver durante o Natal. Que, para mim, é quase um sinônimo da sua chegada. Senão, fica para o réveillon, quando provavelmente nos encontraremos na hora dos fogos. No máximo, depois do Carnaval - adoro dividir com você as besteiras que faço, e me fazem falta seus sábios conselhos. Calma, não me esqueço do seu aniversário - é que não sei se poderei ir. Ausência que doerá mais em mim do que em você, pode acreditar. Culpa, sei que parece que estou fugindo de você, mas se há um pecado que não cometo é o da injustiça. Carregaria você nos ombros, se você sobrasse para mim, somente. Mas nunca faltarão consciências, por aí, para arcar com você, se isso for necessário. Tivemos nosso tempo juntas, e agora os anos colocaram distância entre nós. Sinto você aqui comigo, entretanto, neste exato momento. Só que você não é minha nem eu sou sua.
Melhoras, Tassia Vidal
Escrito por tah às 18h07
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“Saudade Bater o cotovelo dói. Torcer o tornozelo dói. Cai com o queixo no chão dói Um tapa, uma porrada, um pontapé, doem. Dói morder a língua. Cólica dói. Cárie, dor de cabeça e na cabeça. Tudo isso dói. Porém o que mais dói é a SAUDADE. Saudade de um AMIGO que mora longe. Saudade de uma brincadeira de infância. Saudade do gosto de uma comida que sua mãe faz como ninguém. Do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua com aquele frio que só ela sente. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela foi à consulta com o fisioterapeuta, mesmo sabendo que ela não foi mesmo. Se ele continua preferindo SUCO DE ABAXAXI COM ORTELÃ, Se ela continua preferindo COCA-COLA, Se ele continua cantando tão bem, Se ela continua detestando o BURGUER KING, Se ele continua amando, Se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, Não saber como frear as lágrimas diante de uma música, Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. É não saber se Ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... “Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...” SAUDADES...
Escrito por tah às 14h06
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Ando perdendo a calma.
Alma.
Delirando entre sonhos e mediocridade.
Ando perdendo tempo.
A esmo.
Andando calmamente em direção a sabe lá o que..
Ando contando os devaneios que entre um dia e outro me faz sentir falta do que um dia eu fui.
Quem me dera se ao amanhecer eu me deparasse com meu Eu que perdi...
Outrora era de mar, vento, brisa...
Hoje sou tempestade, tufão, vendaval...
Onde foi que me perdi me esqueci, me larguei...
Onde?
Se alguém me encontrar favor... Sinalize.
Pois não agüento mais comigo... Não agüento mais...
Ando tão a FLOR –DA- PELE.
ANDO ENDO, DOENDO...
Xeque-Mate...
Escrito por tah às 19h41
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PALAVRAS SOLTAS
- Oi,
...
- Não vai responder?
...
- Ei, fala comigo!!
...
- Tudo bem eu me contento com teu silêncio.
...
...
- Não foi assim..
???
Assim o que?
- Desse jeito, essa frase.
Háaaa..
- Sério?
...
- Foi como?
“Se meu silêncio não te diz nada,minhas palavras são inúteis”
Escrito por tah às 20h28
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Alguém que não se garante, que não se encontrou, que é incapaz e incompetente na hora de argumentar, que não sabe discernir, que não sabe se sentir diante da vida, que ainda não encontrou lugar dentro de si, que é cego o bastante para encontrar apenas uma diante de milhões de opções de escolha, que não se controla porque não se conhece minimamente, que se gosta muito pouco ainda, que não sabe o que vê diante do espelho, que faz de orgulhos mesquinhos sua própria bandeira, que reza hipocritamente para um Deus obscuro do qual esquece em segundos de perdição, que não faz questão de crescer em sua limitada capacidade de pensar, que não aceita ser amado e acredita saber amar no mais alto grau de ilusão e ignorância, que chama de ética encontrar justificativas para seus atos sem sentido até mesmo para um animal e que ainda faz ser medíocre a palavra "amor" neste planeta.
Só alguém assim, seja em palavra ou ato, parte para a violência.
Escrito por tah às 13h29
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MEDO
O MEDO
QUE MEDO?
DE QUE?
DO QUE?
PRAQUÊ?
POR QUE?
FALAR, PENSAR
VIVER,CRESCER
AMADURECER
PORQUE NÃO SOFRER
MEDO FAZ PARTE DE NÓS
MAIS NÃO FAZ PARTE DE MIM
SE EU QUERO,
EU FAÇO ACONTECER
NEM QUE EU PRECISE, PERDER.
Escrito por tah às 21h24
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SOLIDÃO TRISTEZA O QUE DIZER QUANDO SENTIR É MAIS FORTE O QUE ESCREVER QUANDO AS PALAVRAS SOBRAM EM NOSSO SER O QUE GRITAR QUANDO A VOZ MAL SAI NA NOSSA GARGANTA? ME DIZ, O QUE FAZER!!!!
Escrito por tah às 18h14
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Andei perdendo palavras por aí. Talvez por falar em excesso elas me faltem agora. As que saíram aos gritos duvido que voltem. Escaparam e deixaram vítimas durante a fuga. Uma pena. Mas em esforço de guerra dizem que perdas são justificáveis. Nunca acreditei muito nisso.
Andei perdendo palavras por aí. Talvez por ficar em silêncio elas me sobrem agora. E por serem excesso ocuparam o espaço antes reservado ao agrupamento ordenado delas. O crescimento desordenado de palavras é mais perigoso. Jamais pensei na possibilidade de um motim de palavras.
Andei perdendo palavras por aí. Das soltas e guardadas. Algumas entraram por um ouvido e saíram pelo outro. Outras entupiram narinas e muitas desceram pelos olhos.
Ainda ontem me olhei no espelho e vi que engordei. Ando comendo palavras saturadas. Um perigo. Preciso perder peso, perder palavras para reencontrá-las.
Escrito por tah às 20h25
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Caminho sem direção
Na contramão da mão
Querendo saber se o caminho é ali
Ou se apenas esta no começo do fim.
Caminho
Onde?
Pra onde?
Querendo o que?
Firmo meus pés onde o vento passa
Onde os caminhos se encontram
Onde a luz ilumina apenas o inicio
E a solidão parece um martírio
Caminho
Inho
Ninho
Vinha
Vinho.
Escrito por tah às 20h05
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